Amostras de DNA e seu amazenamento

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[Traduzido por Roberta Martire, Chatterie des Mûres Sauvages]

Por Lies Klösters, fevereiro de 2009

Porquê armazenar DNA?

Mais e mais pesquisas vem sendo feitas para determinar o loci de certas doenças. Logo é cada vez mais importante performar testes de DNA em nossos animais de estimação. Mas o quê fazer se deserjamos testar um gato que ja faleceu? Ou que tenha sido realocado, e os novos proprietários não cooperarem fornecendo o DNA do seu animal de estimação? A resposta é: recolher uma amostra de DNA dos seus animais enquanto eles ainda vivem com você.

Você não só obtém o DNA dos gatos adultos, mas também da cria que eles dão, antes deles deixarem a sua casa. Desta forma você poderá sempre testar esses animais mais tarde.

A desvantagem é que a identificação do animal não poderá ser verificada se você testar um DNA dessa amostragem. Mas você pode fazer isso para seu próprio conhecimento, para rastrear a origem de certas doenças e adaptar seu programa de reprodução de acordo com isso.

Quanto tempo dura o DNA armazenado?

Quando uma amostra de DNA é tirada da maneira recomendada, ela dura muitos anos. A maneira correta de armazenar o DNA é tirando uma amostra que não tenha sido contaminada por outro DNA diferente daquele do animal em questão. A amostra deve ser mantida em temperatura ambiente, em local seco (veja abaixo instruções mais precisas). E se for preciso enviar essa amostra para um laboratório de análise de DNA, essa amostra pode ser enviada pelo correio normal.

Atenção: uma amostra de DNA é inútil se estiver mofada, ou se for deixada junto à materiais que possam afetar o DNA, como e.g. desinfetantes.

É necessário uma amostra de sangue para o teste de DNA em animais?

Nem sempre o sangue é necessário para o teste de DNA. O DNA é extraído do núcleo das células. Essas células podem ser formadas de diferentes tipos de tecido, como sangue, células da face, sêmem ou fios de cabelo.

Tirar amostras de sangue poder ser um procedimento muito estressante para o animal pois é necessário levá-lo ao veterinário e o sangue tem que correr. Gatos sempre tem mais problemas no veterinário do que cães, embora os gatos também não se deixem impressionar pelos veterinários.
No caso de uma amostra de pêlo, é preciso puxar o pêlo do seu animal e ter certeza de que a raíz veio junto. Essa técnica pode ser complicada se temos um animal com muito pêlo e que voam facilmente. Para cavalos, esse técnica é usada com frequência para testes de DNA; os pêlos da cauda são perfeitos para esse tipo de coleta de DNA.
Coletar sêmem de um animal não é facil, mas dependendo da espécie animal ainda pode ser feito. Para gatos e.g., não se trata de uma boa fonte de DNA pois é complicado coletar. Para cães ou outras muitas espécies o sêmem pode ser usado como amostra de DNA. Obviamente ainda precisaríamos de uma outra técnica para coletar o DNA das fêmeas.

O cotonete bucal é um método menos evasivo de coletar DNA e as células da genviva tem a mesma análise de DNA de outros tipos de célula. Logo ao menos que exista uma razão específica para um exame de sangue, podemos usar o cotonete bucal.

Como coletar amostra de DNA usando cotonetes bucais:

  1. É melhor usar um cotonete esterelizado disponível em farmácias ou lojas especializadas. Mas se isso não for possível, use cotonetes normais. Tenha certeza de que a ponta desses cotonetes não tenha sido tocada. Se uma bactéria passa das mãos humanas para o cotonete, este bactéria vai inviabilizar a amostra de DNA.
  2. Recolha a amostra de um animal de cada vez e termine todo o procedimento num animal antes de começar em outro.
  3. Se o seu animal acabou de comer- espere ao menos 15 minutos antes de colher a amostra. Logo depois que o animal come, ainda existem traços de comida na boca e isso pode ser uma fonte de bactérias.
    E se a amostra é tirada no período de amamentação, o DNA da amostra pode ter sido contaminado pelo da mãe se ainda existirem traços de leite na boca do filhote. Mas mesmo adultos que tenha comido recentemente, podem conter DNA estrangeiro na boca. Logo é importante esperar o tempo suficiente apos a refeiçao antes de tirar as amostras de DNA.
  4. Abra o pacote de cotonetes pelo lado contrário da ponta do cotonete. Nunca toque a ponta do cotonete com os dedos! Assim você contamina a amostra com alguma bactéria (ou seu próprio DNA).
  5. Segure o cabo do cotonete, na metade da aste, com a mão que você usa para escrever.
  6. Segure o seu animal de estimação pelo pescoço com mão contrária e pressione a ponta do cotonete várias vezes entre a gengiva e a bochecha.
  7. Deixe o contonete no ar por 30 segundos. Não assopre! Se o cotonete for assoprado particulas mínimas da sua saliva grudam na ponta do cotonete, e novamente, a amostra será contaminada.
  8. Coloque o cotonete com a ponta virada para o fundo na hora de embala-lo num saco plástico e feche com uma fita adesiva. A vedação não deve estar com ar! Um cotonete úmido numa bolha de ar pode facilitar o crescimento de uma bactéria e destruir a amostra.
  9. Tire ao menos 5 amostras de cada animal. Junte todos os cotonetes usados num só animal no mesmo envelope, etiquete-o com o nome completo do animal assim que a amotra for tirada.
    Se você esta tirando amostras de um animal muito jovem ele pode ainda não ter um nome, logo ao menos anote o nome dos pais e outras características (cor, sexo e outras que possam lhe ajudar a se lembrar de quem é esse DNA). Se a informação não for suficiente, anos após a retirada, este DNA do envelope pode ser confundido com outro.
  10. As amostras devem ser mantidas em temperatura ambiente.